Autores: Gabriel
Nering, Miguel Lizardo, André Pereira
O caipira tem influência na
literatura por ser de um meio social específico que gera uma cultura peculiar e
localizada. Por outro lado, o caipira preserva muito a cultura da época em que
o Brasil era colônia de Portugal, em que a vida era do tipo “caipira”.
Toda língua está sujeito a
modificações devido a influências lingüísticas e culturais. Essas variações
ocorrem no vocabulário e também na pronúncia da língua padrão. A variedade lingüística
caipira é usada, por exemplo, nos gibis do Chico Bento, que retratam a vida do
interior de alguns estados brasileiros. O uso dessa linguagem serve para marcar
a sua inclusão em um grupo social, pois dá uma identidade para ele. Os dois
aspectos mais perceptíveis nessa variedade lingüística são a pronúncia e o
vocabulário.
O modo de viver do caipira também
é mostrado em livros. Por exemplo, no “Urupês”, de Monteiro Lobato. Nele fala
sobre o modo de pensar e agir do caipira, desenvolvendo a ideia de que ele
seria inerte a tudo o que ocorre, habitando o meio rural e apenas retirando da
natureza o que acha necessário para a sobrevivência, usando apenas a lei do
menor esforço. Monteiro Lobato afirma, no livro, seu ponto de vista sobre o
caipira, considerando-o uma pessoa abandonada pelo poder público, exposto a
doenças e à indigência.
Fonte: WWW.mackenzie.com.br

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